As voltas que o mundo dá

Olá, quero falar sobre um menino que estou auxiliando a sair de uma depressão que o assola já a algum tempo. E gente, vocês não imaginam o quão maravilhoso está sendo.
Começamos com uma conversa com a mãe, ele e eu e senti o Universo me dizendo:

  • Filha ele precisa de ti.
    E abracei aquele chamado sem temer nada e sem plano algum de ajuda.
    Mas encarei porque sabia que o Universo conspira a meu favor sempre.
    Combinamos então que uma vez por semana conversaríamos por 45min e
    vocês não tem noção de como esse trabalho está me fazendo bem. Estou
    encantada com o resultado já notado mais por ele do que por mim.
    Ele pensava muito no passado e isso o atrapalhava os pensamentos no
    presente e muito no futuro.

    Analisamos juntos a situação e concluímos que se fosse pensado ponto a
    ponto conseguiríamos organizar melhor as “gavetinhas” que temos em nosso
    cérebro tudo se ordenaria de forma mais clara.

    Orientei então que essa análise fosse feita de forma fria, que não se deixasse
    levar pela emoção para que sentíssemos exatamente onde estava a origem de
    tudo e o quão era importante trazer a tona o passado; o quão isso iria interferir
    no presente e no futuro e o quanto essa interferência iria ajudar ou atrapalhar.
    Contou-me que naquele dia foi para casa e ficou sentado em seu quarto
    analisando tudo que havíamos conversado, analisando cada detalhe da nossa
    conversa.

    No nosso encontro na semana seguinte ele relatou:

    Profe pensei em tudo que conversamos (articula muito bem as palavras) e
    concluí que o passado eu não tenho mais como voltar. Vou me preocupar com
    o presente para que eu possa melhorar o meu futuro.
    Foi aí que o vi sorrir pela primeira vez. Esse sorriso foi a benção que o
    Universo havia guardado e me dado de presente por ter entendido e acredita
    no seu chamado.
    Fiquei surpresa com a conclusão que chegou e também feliz por ter podido
    ajudar na organização de suas “gavetinhas”.

Porém no encontro na semana seguinte ele falou:

Profe, tudo voltou a me atormentar. O passado não tem jeito de me
largar/abandonar.


Novamente vimos juntos quais seriam os fantasmas que o assombravam
tanto. Queria muito que ele falasse, que desabafasse. Mas nem ele mesmo
sabe o que é.


Então pensei: “Quantos de nós dá importância absurda ao que já passou e
que não resolveu; quantas vezes carregamos bagagens desnecessárias.
Voltei com ele e disse que daqui para frente ele iria conversar com quem o
havia magoado e resolver a situação na hora, que ele não mais ficasse com as
palavras sem serem ditas.


Concluo essa coluna sugerindo as pessoas que a lerem que façam o mesmo;
que não deixem as palavras para serem ditas depois ou situações para serem
resolvidas depois. Porque depois pode ser tarde demais.

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